Por Pedro Ricardo.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais determinadas tarifas impostas pelo governo americano abre espaço para ampliar a parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos.
A declaração foi feita após o tribunal americano invalidar parte das tarifas estabelecidas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), instrumento utilizado pelo presidente Donald Trump para impor sobretaxas a produtos estrangeiros.
Segundo Alckmin, a decisão judicial é positiva para o Brasil porque os Estados Unidos ocupam posição estratégica nas exportações brasileiras.
“Os Estados Unidos são o terceiro comprador do nosso país e o primeiro maior comprador de manufaturados, de produtos de maior valor agregado”, afirmou.
De acordo com o vice-presidente, a mudança cria condições para ampliar as trocas comerciais entre os dois países e fortalecer a complementaridade econômica entre as duas economias.
Redução de barreiras comerciais
No auge das medidas tarifárias americanas, cerca de 37% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estavam sujeitas a tarifas adicionais, que chegavam a 10% mais uma sobretaxa de até 40%, dependendo do produto.
Entre os setores brasileiros mais afetados pelas tarifas estavam café solúvel, máquinas, motores, madeira e calçados, produtos com maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.
Segundo Alckmin, negociações diplomáticas já vinham reduzindo parte dessas barreiras antes mesmo da decisão da Suprema Corte. O percentual de exportações afetadas caiu para 22%, resultado de conversas entre os governos e da atuação do setor privado.
Diálogo comercial continuará
O vice-presidente destacou que o governo brasileiro pretende manter o diálogo com Washington para ampliar o comércio bilateral.
“A negociação continua. Vamos avançar ainda mais”, afirmou.
Alckmin também ressaltou que o fortalecimento do comércio exterior é fundamental para a economia brasileira, pois contribui para geração de emprego, renda e crescimento econômico.









