Por Pedro Ricardo.
O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (13) em forte alta, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco no mercado internacional diante da escalada das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana subiu 1,41% e fechou cotada a R$ 5,316, atingindo o maior valor desde 21 de janeiro.
Durante o dia, a cotação chegou à máxima de R$ 5,325 por volta das 16h45, refletindo a busca global por ativos considerados mais seguros, movimento comum em momentos de instabilidade geopolítica.
A valorização do dólar ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo o Irã e ataques conduzidos por Israel, além de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo intensificar ações militares contra o país. O cenário aumentou a preocupação dos investidores com uma possível ampliação do conflito e seus efeitos sobre os preços da energia e a economia global.
Bolsa cai com clima de cautela
O ambiente de maior cautela também afetou o mercado de ações brasileiro. O Ibovespa caiu cerca de 0,9%, encerrando a sessão no menor nível em quase dois meses.
A pressão sobre ativos de risco ocorreu em um contexto de forte alta no preço do petróleo, reflexo das tensões no Oriente Médio. A valorização da commodity tende a aumentar custos de energia no mundo e elevar a percepção de risco entre investidores.
Movimento global
A desvalorização do real seguiu tendência observada em outras moedas de países emergentes, que também sofreram com a migração de recursos para ativos considerados mais seguros, como o dólar e títulos do governo norte-americano.
No acumulado de março, a moeda americana já apresenta valorização superior a 3%, revertendo parte da queda registrada em fevereiro.









