Por Pedro Ivo.
A decisão da equipe econômica de manter a reoneração dos municípios, a partir de 1 de abril, será motivo de uma intensa queda de braço entre o time do ministro Haddad e lideranças do Congresso.
O presidente Lula e o ministro Fernando Haddad devem fazer corpo a corpo nesta semana com algumas lideranças das duas Casas.
A questão é que a decisão gerou críticas imediatas por parte de prefeitos e até mesmo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tem se aproximado do presidente Lula, e esteve à frente das negociações sobre o tema.
Pacheco, classificou a medida do governo como uma “solução parcial” e ainda ameaçou dar um encaminhamento próprio, caso o Executivo não apresente uma alternativa. Para ele, não se pode tratar de maneira diferente a desoneração para setores e municípios.
O tom do senador tem como base as reações ocorridas nos bastidores das duas Casa e sinaliza que, em relação ao mérito da proposta, o governo ainda tem muito o que negociar.
Não somente no que se refere aos municípios, como também em relação à reoneração dos 17 setores que foi inserida num projeto de Lei assim como em relação ao fim do Perse.
Não haverá dias tranquilos e o calendário sempre será um elemento a mais de dificuldades para o governo tendo em vista que as movimentações em torno da disputas municipais devem começar a esquentar.
A partir de quinta-feira inicia o prazo do “troca troca” partidário para aqueles que irão disputar as eleições municipais. A janela se encerra no próximo dia 5 de abril. Haverá impacto nas atividades no Congresso tendo em vista que as principais lideranças partidárias se envolvem nas negociações.