Por Pedro Ricardo.
Na mensagem enviada ao Congresso Nacional na abertura do ano legislativo de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu o fim da escala de trabalho 6×1 como uma das prioridades do governo para o período. O documento também apresentou um balanço positivo da economia e destacou outras pautas consideradas estratégicas para o país.
A mensagem foi entregue ao Legislativo pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante sessão solene que marcou a retomada dos trabalhos parlamentares após o recesso. O texto, com mais de 900 páginas, combina avaliação de resultados do governo em 2025 com a agenda política para o novo ano.
Entre as principais propostas, o presidente defendeu a revisão do modelo de jornada de trabalho no país, com o objetivo de superar o regime 6×1 — no qual o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um. A medida foi apresentada como parte de uma agenda mais ampla de modernização das relações de trabalho.
Além disso, o governo incluiu como prioridades a regulamentação do trabalho por aplicativos e propostas na área de segurança pública, indicando que esses temas devem concentrar esforços de articulação com o Congresso ao longo de 2026.
No documento, Lula também destacou indicadores econômicos positivos, afirmando que o país encerrou 2025 com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), valorização da Bolsa de Valores e queda do dólar. Segundo o presidente, esses resultados contrariaram previsões pessimistas feitas no início do período.
A defesa do fim da escala 6×1 vem sendo reforçada pelo governo em diferentes ocasiões. O presidente tem argumentado que os avanços tecnológicos permitem ganhos de produtividade que justificariam uma revisão da jornada de trabalho, com mais tempo livre para estudo, descanso e convivência familiar.
A proposta, no entanto, ainda depende de construção política e negociação com o Congresso e com o setor empresarial. O governo já sinalizou que pretende avançar no tema por meio de diálogo entre trabalhadores, empregadores e parlamentares, buscando um modelo que concilie ganhos sociais e sustentabilidade econômica.
Com a inclusão do tema na mensagem presidencial, o debate sobre a jornada de trabalho tende a ganhar centralidade no Legislativo ao longo de 2026, especialmente em um ano marcado por disputas políticas e pela proximidade das eleições.









