Por Pedro Ricardo.
Em agenda internacional na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de mecanismos de governança global para a inteligência artificial (IA), destacando a necessidade de coordenação entre países para garantir o uso responsável e equilibrado da tecnologia.
Durante sua participação em encontros bilaterais e fóruns multilaterais, Lula ressaltou que o avanço acelerado da IA exige regras claras e cooperação internacional. Segundo o presidente, a ausência de diretrizes comuns pode ampliar desigualdades entre países e concentrar poder tecnológico em poucas nações e empresas.
O chefe do Executivo brasileiro argumentou que a inteligência artificial deve ser tratada como um tema estratégico global, comparável a outras agendas internacionais relevantes, como mudanças climáticas e segurança econômica. Nesse sentido, defendeu a construção de um modelo de governança que inclua países em desenvolvimento no processo decisório.
Lula também enfatizou que a tecnologia precisa estar a serviço do desenvolvimento social e econômico, e não apenas da eficiência produtiva. Para ele, é fundamental garantir que a IA contribua para geração de empregos, redução de desigualdades e ampliação do acesso a serviços públicos.
Outro ponto destacado foi a importância de estabelecer princípios éticos para o uso da inteligência artificial, incluindo transparência, proteção de dados e respeito aos direitos fundamentais. O presidente alertou para os riscos associados ao uso indevido da tecnologia, como desinformação e discriminação algorítmica.
A agenda na Índia ocorre em um contexto de crescente debate global sobre regulação da IA. Países e blocos econômicos vêm discutindo diferentes modelos regulatórios, enquanto organismos internacionais buscam avançar na construção de consensos mínimos sobre o tema.
A posição defendida pelo Brasil reforça a estratégia do governo de atuar como articulador de pautas globais envolvendo tecnologia e desenvolvimento, especialmente no âmbito do Sul Global.









