Por Pedro Ricardo.
A maioria dos brasileiros defende que o Brasil adote uma posição neutra diante da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. É o que aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada neste fim de semana.
Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados acreditam que o país não deve apoiar nenhum dos lados na guerra, enquanto 14% defendem alinhamento com Estados Unidos e Israel. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria apoiar o Irã, e 7% não souberam ou preferiram não responder.
O estudo foi realizado entre 6 e 9 de março, com 2.004 entrevistas presenciais em domicílio em todo o país. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Diferenças entre grupos políticos
A preferência pela neutralidade aparece de forma predominante em praticamente todos os segmentos da população. Ainda assim, há diferenças quando o recorte considera a identificação política dos entrevistados.
Entre eleitores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, 36% defendem que o Brasil apoie Estados Unidos e Israel, percentual significativamente maior do que entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde esse índice é de 7%.
Já o apoio ao Irã aparece em níveis muito baixos em todos os grupos demográficos analisados, chegando a apenas 4% entre os eleitores lulistas, o maior índice registrado no levantamento.
Preocupação com escalada global
A pesquisa também mediu o grau de preocupação da população com uma possível ampliação do conflito. De acordo com o levantamento, 81% dos brasileiros afirmam temer que a guerra possa se espalhar pelo mundo, refletindo o receio de uma escalada internacional da crise no Oriente Médio.
O conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã teve início no final de fevereiro e elevou a tensão geopolítica global, com impactos potenciais sobre segurança internacional, mercados financeiros e preços de energia.









