
A importância do seguro para o trabalho do planejador financeiro na mitigação de riscos e as oportunidades dentro deste mercado foram o tema da Comunidade Planejar desta segunda (15). Com o nome de “Percepção de riscos pessoais na vida financeira”, o encontro virtual recebeu Larissa Althoff, diretora de Parcerias Financeiras na MAG Seguros. A conversa teve mediação de Paulo César Ignacio Domingues, profissional CFP®, corretor de seguros e engenheiro eletrônico.
Em sua exposição, Larissa apresentou em primeira mão um estudo encomendado por seguradoras junto à Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) sobre a conscientização das pessoas no pós-pandemia em relação ao planejamento financeiro e à cobertura de seguros. “De modo geral, os dados revelam que tem muita gente sem proteção, e isso é mais um convite para os planejadores falarem do tema com as famílias dos clientes, pois tem um mar de oportunidades”, diz.
Dentre os 2 mil entrevistados na pesquisa, 62% afirmaram que passaram a dar maior valor à família e ao convívio social após a crise sanitária. Além disso, 23% começaram a guardar dinheiro, e 17% contrataram seguro de saúde e vida. Levando isso em conta, a executiva destaca as descobertas reveladas por uma segunda pergunta, sobre o grau de preparação das pessoas para situações inesperadas.
“Cerca de 45% dos consultados não estão preparados para não poder gerar renda ou trabalhar, o que é um ponto de alerta, pois essas pessoas precisam do apoio de especialistas na elaboração do seu planejamento. E os principais medos delas são a família não ter condições de se manter no caso de falecimento, não ter como pagar por um tratamento médico e não conseguir se sustentar quando se aposentar”, enumera.
Percepção de riscos
Ao mesmo tempo que revelam esses temores, mais de 50% das pessoas se mostram dispostas a poupar e investir para mitigar os riscos, e 35% fariam um seguro de vida ou previdência. “No entanto, percebemos que boa parte delas não refletem adequadamente sobre proteção. Dentre quem conta com seguro de veículo, 62% não possuem proteção de vida. Então fizemos a seguinte provocação: ‘o carro vale mais do que sua vida?’. Depois de questionados, 68% se mostraram dispostos a refletir sobre o assunto”, afirma.
“Esse dado entra muito na percepção de risco das pessoas, pois elas olham colisões e enxergam que isso pode ocorrer com o automóvel, mas se esquecem do que pode acontecer com a própria vida”, completa Paulo.
Apesar de 74% dos entrevistados demonstrarem interesse em ter um produto para gerar renda na aposentadoria e 80% para prover a família em caso de falecimento, um dos grandes gargalos para viabilizar o crescimento do mercado é a falta de conhecimento. “Há grande necessidade de educação financeira, pois 67% sabem o que é o seguro de vida, mas 29% não entendem como funciona. Isso é uma enorme oportunidade para o planejador levar esse conhecimento e explicar como o seguro compõe o planejamento familiar.”
Para finalizar, Larissa enumerou os pontos principais para as pessoas que buscam aderir ao seguro. O primeiro é determinar o capital adequado para cada momento de vida, pois uma cobertura muito restrita que pode não fazer a diferença para sua família. Além disso, os clientes não devem omitir dados relativos à saúde e estilo de vida, pois é a fidelidade de informações que fortalece o mercado, permitindo à seguradora precificar de forma adequada e evitando discussões na hora da indenização. Por fim, ela destacou a importância de se recorrer a profissionais especializados.
“Procure um planejador, pois ele pode trazer todas as ofertas, comparar e ajudar a fazer a melhor opção. Estamos falando de produtos que vão acompanhar as pessoas por até 30 anos, e essa escolha precisa ser feita de forma consciente. E não espere muito tempo. O fato de serem eventos imprevisíveis traz um senso de urgência”, completa.
Veja a live completa no canal Planejar Pra Vida no Youtube.