Em live com o fundador da CRC!News, Erich Decat, Leonardo Morales, sócio e diretor da SVN Gestão de Recursos, falou sobre expectativas do mercado, marcas de 2021 e o que esperar para 2022. Confira abaixo a cobertura desse bate-papo:
O ano de 2021 prometeu, mas não cumpriu, foi o ano da volatilidade. “No começo do ano a reabertura dos comércios e o giro da economia estava entusiasmando todos, a expectativa era grande, mas não aconteceu com tanta força no Brasil”, explicou Morales. Hoje a inflação preocupa, ameaça o cenário para 2022.
Morales também falou sobre a presença de estrangeiros na bolsa brasileira. “No mês passamos eles saíram, muito pela nova variante, mas esse mês eles voltaram, agora está batendo R$92 bilhões de compra, sem contar o follow on.” Ainda comentou que o mercado brasileiro ainda é muito pequeno e com a desvalorização do real em relação ao dólar, virou um mercado barato e com bons resultados para o investidor.
Quando abordado sobre a saída dos investidores estrangeiros da bolsa brasileira, a resposta foi prática. “Foi uma preocupação global, tivemos os EUA retirando os incentivos, preocupados com a nova variante. Novembro foi o mês do cuidado, o apetite do risco diminuiu e eles acabam saindo, mas voltam a comprar como nos outros meses.”
Olhando para o aumento da taxa de juros dos EUA, Morales acredita que a cautela é necessária. “A gente olha o que não está precificado e vê o que pode ser um cenário melhor ou pior do que já tem. O Banco Central Americano está preocupado também com a inflação e deve começar a subir os juros no meio do ano que vem e manter esse aumento por uns três semestres. O cenário ruim seria se a inflação americana subisse muito e o FED precisasse ser mais fortes e aí é muito ruim para os países emergentes como o Brasil.”
Olhando para o Brasil de 2022 o ano das eleições é a chave. “A gente teve uma antecipação da polarização e da presidência, tudo indica que teremos um embate entre Bolsonaro e Lula, mas se ano que vem, em algum momento a gente ver uma terceira via ali, e o mercado pode responder a isso de maneira rápida. Se não tivermos uma surpresa negativa, acredito que será um bom ano.”
O setor dos agentes autônomos vem crescendo exponencialmente, vimos esse movimento da XP. “Mesmo com tanto crescimento, os escritórios de investimentos ainda são pequenos se comparado ao universo dos bancos.” Morales acredita que 2021 foi um ano de crescimento e consolidação para os escritórios, que está estreitando as relações com seus clientes.
Os escritórios estão se movimentando para ter mais braços e atender os clientes de maneira completa com asset, seguro.
2022
Para vislumbrar abertura de capital dos escritórios, o primeiro passo é a abertura para sócio investidores. “Esse movimento de novos braços, oferecendo tudo que o cliente precisa é uma maneira de caminhar para esse sócio investidor e o escritório poder se capitalizar e crescer em outras frentes.”
Para finalizar, Leonardo Morales deixou uma dica de leitura, Dominando os Ciclos de Mercado, de Howard Marks. A leitura fala sobre ciclos pequenos e grandes e ajuda o gestor e o investidor a lidar com essas variações de ciclos.