Da Redação.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou mais de 300 requerimentos de convocação e pedidos de informação, marcando uma das fases mais intensas das investigações sobre fraudes envolvendo aposentados e pensionistas da Previdência.
As medidas incluem a convocação de autoridades, servidores públicos e dirigentes de entidades associativas, além da solicitação de dados a órgãos públicos, bancos e instituições de fiscalização. O objetivo é aprofundar a apuração de descontos indevidos e operações suspeitas no sistema previdenciário.
Ampliação do escopo da investigação
Com o volume expressivo de requerimentos aprovados, a CPMI sinaliza uma ampliação significativa do escopo das investigações. Entre os pedidos, estão informações ao INSS, Tribunal de Contas da União (TCU), Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público Federal, incluindo auditorias, contratos e dados sobre fraudes em crédito consignado entre 2020 e 2025.
Também foram aprovadas convocações de representantes de entidades investigadas, como associações suspeitas de realizar cobranças indevidas de beneficiários, além de empresários e empresas privadas potencialmente envolvidas no esquema.
Clima de tensão política
A votação foi marcada por forte divergência entre parlamentares da base governista e da oposição. A falta de consenso levou à retirada de mais de 70 requerimentos da pauta, que deverão ser reavaliados em reuniões posteriores.
Um dos pontos mais controversos foi a tentativa de convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A oposição defende sua oitiva, alegando possível conhecimento prévio das fraudes, enquanto governistas acusam tentativa de politização da CPMI.
Nova fase da CPMI
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os requerimentos ainda não analisados serão votados individualmente, mesmo sem acordo político, indicando endurecimento na condução dos trabalhos.
A aprovação em massa dos pedidos representa uma inflexão na CPMI, que passa a atuar com maior intensidade investigativa e com foco ampliado sobre o sistema financeiro, órgãos públicos e entidades envolvidas.
Contexto
A CPMI foi criada para investigar um esquema bilionário de fraudes no INSS, envolvendo descontos não autorizados em benefícios previdenciários e possíveis irregularidades em operações de crédito consignado.
Com a nova rodada de requerimentos, a expectativa é que a comissão acelere a coleta de provas e avance na identificação de responsabilidades, mantendo o tema no centro do debate político e regulatório em Brasília.









