Por Pedro Ricardo.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado que o governo federal tem como prioridade garantir o abastecimento de combustíveis no país e evitar uma forte alta no preço do diesel diante da escalada das cotações internacionais do petróleo.
Segundo Alckmin, o governo decidiu adotar um conjunto de medidas para reduzir o impacto do aumento do barril no mercado doméstico, incluindo a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro. Com isso, a expectativa é que o preço final do combustível possa cair pelo menos R$ 0,64 por litro nas bombas.
A estratégia ocorre em um momento de pressão sobre os preços internacionais do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. Como o Brasil importa cerca de 25% do diesel consumido no país, as oscilações no mercado externo acabam impactando diretamente os preços internos.
De acordo com o vice-presidente, segurar o preço do diesel é fundamental para evitar efeitos em cadeia sobre a economia. A alta do combustível tende a elevar os custos do transporte e da produção, pressionando os preços de alimentos e contribuindo para o aumento da inflação.
Dependência de importação
Alckmin destacou que, embora o Brasil seja um grande exportador de petróleo bruto, o país ainda não possui capacidade de refino suficiente para atender integralmente à demanda doméstica por diesel, o que explica a dependência de importações.
Ele também comparou a estratégia atual com políticas adotadas em governos anteriores e criticou medidas de limitação do ICMS sobre combustíveis adotadas em 2022, afirmando que a decisão gerou perdas de arrecadação para os estados e acabou judicializada.
Renovação da frota
Durante visita a uma concessionária de caminhões no Distrito Federal, o vice-presidente também comentou o andamento do programa Move Brasil, política voltada à renovação da frota de veículos pesados.
Segundo Alckmin, o programa conta com R$ 10 bilhões em recursos e já registrou forte demanda, com bilhões de reais contratados nos primeiros meses. A iniciativa busca estimular a compra de caminhões novos ou seminovos, melhorar a eficiência do transporte e reduzir acidentes nas estradas









