Da Redação.
Os títulos indexados ao IPCA lideraram os retornos da renda fixa em fevereiro, tanto entre os papéis públicos quanto privados, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
No caso dos títulos públicos, o IMA-B 5+, que acompanha as NTN-Bs (papéis remunerados pelo IPCA) com vencimento superior a cinco anos, registrou o melhor resultado entre os índices da associação, com alta mensal de 2,52%. Já a carteira de menor prazo (IMA-B 5) veio na sequência com avanço de 1,18%. Segundo Marcelo Cidade, economista da Anbima, no momento, os ativos mais longos estão com prêmios de risco mais elevados, o que aumenta sua competitividade frente aos títulos de curto prazo e favorece seu desempenho.
Em relação aos papéis privados, a maior rentabilidade do mês foi do IDA-IPCA Ex-Infraestrutura, que acompanha debêntures atreladas à inflação sem incentivo fiscal, com crescimento de 1,39%. O índice superou com folga o desempenho médio do mercado de debêntures, representado pelo IDA, que fechou fevereiro com alta de 0,67%.
Outros segmentos de títulos públicos também registram crescimento
Apesar do destaque, os índices atrelados ao IPCA não foram os únicos a performar no positivo. O IRF-M 1+, carteira com vencimento superior a um ano, subiu 1,15% em fevereiro. O índice lidera o acumulado de 2026, com ganhos de 3,27%.
Já o IRF-M 1, que reúne os prefixados de até um ano, valorizou 0,97% – retorno semelhante ao do IMA-S, composto por LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que cresceu 0,95%.
A carteira que acompanha todos os títulos públicos marcados a mercado, o IMA, encerrou o mês com ganho de 1,20%.









