Por Pedro Luís.
O governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.379/2026, que amplia as linhas de crédito destinadas a empresas brasileiras afetadas pelo recente aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A iniciativa integra a terceira etapa do Plano Brasil Soberano e tem como objetivo preservar a competitividade das exportações e minimizar os efeitos das novas barreiras comerciais.
A medida foi editada poucos dias após a entrada em vigor do novo pacote tarifário norte-americano, que elevou em 25% as tarifas incidentes sobre cerca de três mil produtos brasileiros. O aumento atinge diversos segmentos da economia e representa um novo desafio para empresas voltadas ao comércio exterior.
Recursos adicionais
A MP autoriza a ampliação dos recursos destinados às linhas de financiamento para exportadores e seus fornecedores em até R$ 13,5 bilhões, reforçando os instrumentos de apoio já existentes. Segundo o governo, os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais, do agronegócio, da mineração, da pesca e de outros setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
A ampliação se soma aos mecanismos já previstos anteriormente pelo Plano Brasil Soberano, permitindo ao Executivo fortalecer a capacidade de resposta diante de instabilidades geopolíticas e de medidas tarifárias adotadas por outros países.
Objetivo é preservar exportações
De acordo com o governo, a nova linha de crédito busca oferecer liquidez às empresas impactadas pelo aumento dos custos de exportação, preservando investimentos, empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.
O financiamento poderá beneficiar tanto empresas diretamente exportadoras quanto fornecedores integrantes das cadeias produtivas afetadas pelas restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Próximos passos
Como medida provisória, o texto já produz efeitos imediatos, mas precisará ser analisado pelo Congresso Nacional para ser convertido definitivamente em lei. Durante a tramitação, deputados e senadores poderão apresentar emendas ao texto antes da votação nas duas Casas Legislativas.









