Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Home
  • Corporativo
  • Questões Jurídicas
  • Advogados
  • TV & Podcasts
  • Eventos
  • Colunistas
  • Economia & Mercado
  • Últimas notícias
CRC!NEWS
  • Home
  • Corporativo
  • Questões Jurídicas
  • Advogados
  • TV & Podcasts
  • Eventos
  • Colunistas
  • Economia & Mercado
  • Últimas notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
Sem resultado
Veja todos os resultados
CRC!NEWS
Home Colunistas

Opinião. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, sobre os dados de IPCA

Por Redação CRC NEWS
10 de junho de 2026
Em Colunistas, Opinião
A A

Por Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, sobre os dados de IPCA.

O IPCA avançou 0,16% em junho, ficando 0,42 p.p. abaixo da taxa de maio (0,58%) e mostrando desaceleração expressiva na margem. O resultado surpreendeu para baixo, vindo bem aquém de nossa projeção (0,34%) e da mediana de mercado (0,31%, pela pesquisa Reuters). Nos últimos 12 meses, a inflação recuou de 4,72% para 4,64%, ainda que se mantenha acima do teto da meta.

De acordo com o IBGE, entre os nove grupos pesquisados, a única pressão de alta relevante veio de Habitação, com avanço mensal de 0,63% e impacto de 0,10 p.p. Em contraste, Alimentação e bebidas recuou 0,24% e respondeu pelo maior impacto negativo do mês (-0,05 p.p.). Foi justamente a reversão dos alimentos — que haviam subido 1,33% em maio — o principal fator por trás da surpresa baixista frente à nossa projeção, somada ao recuo dos combustíveis.

Veja também

Banco Central reduz Selic para 14,75% ao ano e inicia ciclo de queda com cautela

Opinião. Sérgio dos Santos, economista do Sistema Ailos, a respeito da reunião do Copom

Mercado de capitais consolida recuperação no segundo semestre

Opinião. Taxa Selic. Ainda há uma incerteza muito grande no cenário

No grupo Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio passou de alta de 1,65% em maio para queda de 0,39% em junho, com destaque para os recuos de café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%). O grupo Habitação desacelerou de 1,22% em maio para 0,63% em junho. A energia elétrica residencial arrefeceu de 3,67% para 1,53%, mas seguiu como o principal impacto individual do mês (0,06 p.p.). O resultado reflete a permanência da bandeira tarifária amarela — com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos — somada à incorporação de reajustes tarifários em algumas capitais.

O grupo Transportes avançou 0,17%, resultado da combinação entre a alta de 7,12% das passagens aéreas e o recuo de 0,48% nos combustíveis. Todos os itens do subgrupo cederam: etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).

Do ponto de vista qualitativo, a leitura de junho foi predominantemente benigna. Na variação mensal, os principais agregados acompanhados pelo Banco Central desaceleraram na passagem de maio para junho: os serviços recuaram de 0,40% para 0,34%, os serviços subjacentes de 0,40% para 0,22% e os bens industriais de 0,32% para 0,11%. O índice de difusão cedeu de 0,65% para 0,54% e a média dos núcleos caiu de 0,45% para 0,21%, movimento verificado nos cinco núcleos individuais.

Essa leitura é corroborada pelas médias móveis de três meses com ajuste sazonal anualizado (MM3MAS) — métrica que melhor capta a tendência subjacente dos preços. O índice cheio desacelerou de 7,13% em maio para 6,02% em junho, com recuos igualmente disseminados: os serviços cederam de 6,15% para 5,66%, os serviços subjacentes de 5,57% para 4,80% e os bens industriais de 3,98% para 3,79%. Entre os núcleos, a média recuou de 5,29% para 4,91%, movimento observado em todos os indicadores individuais.

A única exceção ficou por conta dos serviços intensivos em mão de obra, que aceleraram de 0,50% para 0,55%, e na MM3MAS voltaram a avançar de 7,19% para 7,41%, refletindo o mercado de trabalho aquecido.

Em síntese, o resultado de junho traz alívio relevante na margem, mas ainda há riscos para a inflação no segundo semestre: (i) manutenção da resiliência dos preços de serviços por conta do mercado de trabalho aquecido; (ii) apesar da queda das cotações do petróleo, potenciais efeitos de segunda ordem do choque do conflito ainda devem ser transmitidos para os preços; (iii) estímulos fiscais à demanda que podem sustentar a atividade acima do potencial, dificultando a convergência da inflação à meta; e (iv) impactos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia. Sobre este último ponto, as estimações de junho da NOAA indicam que o fenômeno El Niño deve permanecer até março de 2027, com viés altista relevante para os preços de alimentos e energia.

Em conjunto, avaliamos que o resultado de junho é uma notícia bastante positiva para o Banco Central, pois retira parte da pressão do cenário inflacionário de curto prazo. Ainda assim, será necessário acompanhar os próximos dados para confirmar se a tendência de desaceleração terá continuidade.

O principal ponto de atenção nos próximos dias, a nosso ver, seria uma nova elevação dos preços do petróleo, caso as hostilidades no Oriente Médio se intensifiquem e provoquem novos fechamentos do Estreito de Ormuz. O episódio mais recente ilustra bem o ponto: o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã abriu uma janela de 60 dias de negociação e trouxe alívio ao mercado, mas embates militares nos últimos dias entre os dois países geraram apreensão e devolveram parte do prêmio de risco geopolítico. Em nosso cenário-base, avaliamos que episódios como esse são esperados, dado o histórico de acordos anteriores que falharam por falta de garantias e por volatilidade política.

O ponto central é a evolução dos próximos dias: se as tensões se dissiparem e o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz seguir se normalizando, o preço do petróleo tende a permanecer contido. Já um cenário de reescalada reabriria o prêmio de risco, reverteria a recente queda do petróleo, fortaleceria o dólar e dificultaria ainda mais o trabalho dos bancos centrais, que já lidam com pressão inflacionária em várias economias.

O Banco Central, por sua vez, manteve postura cautelosa e deixou o cenário em aberto, reforçando que as próximas decisões seguirão dependentes da evolução dos dados e da avaliação dos riscos para a inflação. Em nosso cenário-base, ainda que o grau de restrição acumulado pela política monetária já tenha produzido efeitos importantes sobre a economia, a combinação de atividade mais forte, mercado de trabalho resiliente, estímulos à demanda, incertezas climáticas sobre alimentos e energia, riscos associados ao cenário externo e, sobretudo, a desancoragem das expectativas demandam uma postura mais hawkish da autoridade monetária. Dessa forma, mantemos a expectativa de manutenção da Selic em 14,25% a.a. na próxima reunião do Copom, em agosto.

CompartilharTweetCompartilharEnviarCompartilharEnviar
Postagem anterior

JiveMauá assume controle da Rota Verde Goiás e passa a deter 80% da concessionária rodoviária

Proximo Post

PEC amplia autonomia do Banco Central e segue para votação no Plenário do Senado

Relacionadas

Banco Central reduz Selic para 14,75% ao ano e inicia ciclo de queda com cautela
Colunistas

Opinião. Sérgio dos Santos, economista do Sistema Ailos, a respeito da reunião do Copom

Mercado de capitais consolida recuperação no segundo semestre
Colunistas

Opinião. Taxa Selic. Ainda há uma incerteza muito grande no cenário

Governo publica MP para garantir a não taxação e o sigilo do Pix
Colunistas

Opinião. O comunicado do Copom com o corte não traz surpresas

Opinião. O Canário da Mina Especial – Posse de Donald Trump
Colunistas

Opinião. O Canário da Mina Especial – Posse de Donald Trump

Veja mais
Proximo Post
Banco Central reduz Selic para 14,75% ao ano e inicia ciclo de queda com cautela

PEC amplia autonomia do Banco Central e segue para votação no Plenário do Senado

Veja mais

Allure aposta em educação financeira para cativar investidores

Allure aposta em educação financeira para cativar investidores

Extrato com Veedha e Capitólio

Editorial. Edição 16

CVM aceita acordo de R$ 660 mil da BTG Pactual Holding para encerrar processo

CVM aprimora fiscalização e supervisão em taxas de administração de fundos de varejo

Origem do nome. Conhecimento, Rebeldia e Capital! A CRC!News é o primeiro veículo especializado na cobertura de todo ecossistema do assessor de investimentos.Dentro desse contexto, a CRC!News busca abordar questões que têm relação direta com o dia a dia do mercado financeiro, plataformas, bancos, fundos, fintechs, certificadoras, entidades de classe, autoridades reguladoras e legislativas, educação financeira, entre outros. Aqui você também encontra uma cobertura dos principais acontecimentos da Política, do Congresso Nacional e do Executivo que podem impactar o mercado financeiro como um todo.Somos um veículo de comunicação independente e em busca de parcerias que se somem aos nossos valores.

E-mail: contato@crcnews.com.br

  • Home
  • Corporativo
  • Questões Jurídicas
  • Advogados
  • TV & Podcasts
  • Eventos
  • Colunistas
  • Economia & Mercado
  • Últimas notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Home
  • Corporativo
  • Questões Jurídicas
  • Advogados
  • TV & Podcasts
  • Eventos
  • Colunistas
  • Economia & Mercado
  • Últimas notícias

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Adicionar nova lista de reprodução