Da Redação.
A JiveMauá, gestora de investimentos alternativos, passou a deter 80% do capital da Rota Verde após obter a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para conclusão da operação. O movimento marca a entrada da gestora em equity de infraestrutura, e representa o desfecho de uma estratégia iniciada quando estruturou essa operação como credora, por meio do Fundo IV de Distressed & Special Situations.
A tese teve início quando a JiveMauá identificou a oportunidade de investir em um ativo estratégico para a infraestrutura logística brasileira, em uma situação que demandava uma engenharia financeira e reorganização societária complexa. Ao longo do processo, a gestora estruturou uma solução de capital para a Rota Verde e seus então acionistas, atuou ativamente na conclusão dos investimentos e obrigações previstos no contrato de concessão, viabilizou o início da arrecadação de pedágio e, por fim, converteu sua posição credora em posição acionária de controle. A Azevedo & Travessos deixa integralmente a estrutura societária da concessionária.
A operação amplia a atuação da JiveMauá em infraestrutura, segmento no qual já possui presença relevante por meio da estratégia de crédito privado e seus fundos listados com exposição ao setor, incluindo a família BossaNova e o JMBI11. A entrada em investimentos de equity em infraestrutura inaugura uma nova frente de atuação da gestora.
“A Rota Verde Goiás representa a premissa de investimento ideal para um fundo de Special Situations: um ativo de qualidade controlado por acionista em estresse financeiro, o que demandava uma solução diferenciada. Atuamos desde a estruturação financeira até a estabilização operacional da concessão, e agora assumimos formalmente o controle. Esse movimento demonstra nossa capacidade de originar, estruturar e executar transações complexas, capturando valor em diferentes etapas do investimento.”, afirma Bruno Gomes, sócio e head da área de Distressed & Special Situations da JiveMauá, gestor do Fundo IV.
A Rota Verde Goiás opera trechos das rodovias BR-060 e BR-452, em um dos principais corredores logísticos e de escoamento agrícola do país. Com contrato de concessão de 30 anos e faturamento anual na ordem de R$ 500 milhões, a concessionária está posicionada em uma região que concentra importantes vetores de crescimento econômico e expansão da produção agroindustrial.
A ANTT também autorizou o início da cobrança de pedágio no modelo free flow, sistema eletrônico sem praças físicas de parada que realiza a leitura automática de tags ou placas dos veículos. Trata-se de um dos modelos mais modernos de cobrança em operação no país e a estreia de Goiás nesse sistema.
“A Rota Verde reúne atributos importantes para um investimento desse porte: ativo estratégico em região de crescimento acelerado do PIB, com geração de receita recorrente em um contrato de longo prazo para geração de caixa ao longo do ciclo. Infraestrutura é um dos setores mais promissores do Brasil, pela enorme demanda por capital privado e inúmeras oportunidades de projetos disponíveis para investimentos. A Rota Verde marca nosso ingresso nos investimentos em participação direta em ativos de infraestrutura e nos possibilitará expandir a atuação nessa área, trazendo novas oportunidades de investimento para nossos investidores em fundos dedicados para infraestrutura.”, afirma Diego Fonseca, sócio CFO e COO da JiveMauá.
Com a concessão operacional, arrecadando e sob novo controle societário, a JiveMauá inicia uma fase de desenvolvimento do ativo, com a contratação dos financiamentos necessários para implementação do plano de CAPEX para os próximos anos.
“Nossa atuação em Capital Solutions combina flexibilidade, capacidade de estruturação e conhecimento para assumir riscos assimétricos. Na Rota Verde, após a superação dos desafios societários e operacionais, a qualidade do ativo, a recorrência das receitas de concessão e o potencial de geração de caixa — com margens operacionais altas e perspectiva de distribuição de dividendos — tornaram a tese de equity altamente atrativa. Esse é um perfil de oportunidade que tende a ganhar relevância em um setor que demandará volumes crescentes de capital privado nos próximos anos. O BNDES projeta cerca de R$ 1,6 trilhão em Capex de infraestrutura nos próximos cinco anos, o que nos posiciona como alternativa relevante de funding para o mercado.”, afirma Bernardo Guterres, responsável por crédito estruturado e capital de solução na estratégia de Distressed & Special Situations da JiveMauá.
Sobre a JiveMauá
A JiveMauá é uma gestora de investimentos alternativos com R$ 27 bilhões sob gestão, nascida da fusão entre Jive Investments e Mauá Capital. Com mais de 20 anos de experiência e mais de 300 mil investidores, a gestora se destaca pela capacidade de originar e gerir ativamente suas próprias operações, com equipe especializada na avaliação de riscos e oportunidades em ativos complexos e na geração de retornos consistentes.









